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EIM NA MÍDIA - REVISTA BRASIL ENERGIA
06/08/2014
REVISTA BRASIL ENERGIA CITA EIM COMO EXEMPLO DE USO DE ENERGIA SUSTENTÁVEL

Consumidor ainda gera pouca energia
Apenas 133 sistemas de mini e microgeração foram conectados até agora. Financiamento, tributação e falta de conhecimento entravam o negócio

[29.07.2014] 16h15m / Por Júlio Santos
Publicada na Revista Brasil Energia 
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Pouco mais de dois anos após as regras serem estabelecidas, a microgeração e a minigeração de energia ainda patinam no país. No balanço da Aneel, até o mês de julho apenas 133 sistemas estavam conectados à rede de distribuição – entre geração solar, eólica e biomassa. E a grande maioria das instalações, 97 projetos, está em nome de pessoas físicas.

No momento em que se espera um forte reajuste das tarifas de energia, a expectativa é que a partir de agora os consumidores corporativos passem a apostar nessa alternativa. Indústrias, hotéis, shopping centers, concessionárias de estradas, escolas, comércio, postos de gasolina e empreendimentos imobiliários estão na mira dos fornecedores da solução.

A esperada explosão solar, no entanto, segue esbarrando numa série de fatores. O ainda elevado custo da tecnologia, a falta de financiamento específico, o desconhecimento do público, o peso dos tributos e o aprendizado técnico para a conexão dos sistemas à rede das distribuidoras fazem parte da lista de empecilhos que precisam sair do caminho de uma fonte de fácil instalação.

Pequenos dominam
Entre os clientes da Solarize, do Rio de Janeiro, o pequeno consumidor, pessoa física e jurídica, ainda domina. Eles buscam instalar soluções com 2 kWp a 6 kWp. O investimento para adotar um sistema desse porte varia de R$ 18 mil a R$ 45 mil. A empresa também desenvolve projetos com potências menores, ficando na faixa dos R$ 15 mil. Quem procura a tecnologia quer economizar na conta, e acredita que com a energia solar isso acontecerá de forma rápida.

Outros querem economizar, mas não têm expectativa de que seja de imediato. Fazem o investimento mesmo sabendo que o tempo de retorno leva de oito a dez anos. “Além da economia com energia, a procura também está associada à questão ambiental”, destaca Hans Rauschmayer, um dos sócios da Solarize, que em agosto de 2013 instalou um sistema de 2 kWp em seu próprio prédio por R$ 20 mil.

“Hoje ficaria em torno de R$ 15 mil”, salienta. O resultado para a empresa: uma economia de 50% a 60% na conta de energia. Com dois sistemas já instalados e outros quatro em andamento, a Solarize também trabalha com projetos maiores, classificados como minigeração. Entre eles está um para um posto de pedágio na Rodovia Rio-Petrópolis, com 160 kWp, e de um hotel, com 100 kWp, que fica numa área de conservação ambiental.

A Alba Tecnologia, de Minas Gerais, contabiliza 15 sistemas fotovoltaicos instalados e outros 25 projetos em andamento. Com potência entre 1,5 kWp e 20 kWp, as instalações foram adotadas por casas, localizadas em condomínios ou isoladas, de várias cidades do estado. Fernando Augusto Costa, diretor da empresa, aponta o preço do sistema e a falta de informação do público como os principais entraves para a expansão da energia solar fotovoltaica.

“Na maioria das vezes, quem procura pela solução já sabe o projeto que quer. Agora, quando apresentamos a tecnologia para as pessoas, elas nem sabem de que se trata”, comenta o diretor da Alba Tecnologia, que está desenvolvendo um sistema fotovoltaico de 50 kWp para uma indústria do segmento de eletrônica da cidade de Pouso Alegre.

Ruído na conexão
Além da dificuldade de encontrar mão de obra para o serviço de instalação dos módulos fotovoltaicos, o consumidor, em muitos casos, perde tempo para fazer a conexão com a rede da distribuidora.

“As pendências mais frequentes estão relacionadas à documentação, a alguma parte do projeto que faltou ou a erro na configuração da instalação que fica em desacordo com a norma”, explica Priscila Ferreira, engenheira da Light, que, das 31 solicitações recebidas, tem nove painéis conectados à rede. Se tudo correr bem, acrescenta, é possível levar de dois a três meses para fazer a conexão.

Embora exista procura por projetos comerciais, industriais e do poder público, predomina também nas distribuidoras do Grupo Endesa a conexão de consumidores residenciais. “Os clientes conectados são ligados em baixa tensão”, esclarece José Alves, diretor de Regulação da Endesa Brasil.

Das 47 solicitações recebidas pela Coelce (CE) até agora, 33 foram conexões residenciais e 14 comerciais. Vinte e oito delas – 19 residenciais e nove comerciais – já foram ligadas. No caso da Ampla (RJ), houve 14 pedidos, sendo dez residências e quatro comerciais. Os sistemas de três residências foram conectados.

“Se o padrão de ligação estiver adequado e dentro das normas apresentadas na regulação, a troca do medidor é relativamente simples e não apresenta dificuldades”, avalia Alves, acrescentando que, em alguns casos, o processo levou 40 dias, do projeto até a vistoria, quando o prazo legal é de 82 dias.  

Empresa de serviço do Grupo Endesa, a Prátil contabiliza 32 projetos fechados em lugares como Rio de Janeiro, Brasília, Ceará e Mato Grosso. São 12 para clientes residenciais e 20 para consumidores da área comercial. No Rio de Janeiro, a empresa tem 17 projetos, dos quais quatro são residenciais. Um deles é no consulado da Itália.

Economia de energia
Quem venceu as barreiras, já comemora os primeiros resultados. É o caso da cearense EIM, indústria especializada em montagens industriais e instalações eletromecânicas, que investiu R$ 115 mil em um sistema de 19,2 kWp, com 73 painéis solares, em julho do ano passado. A empresa já consome 66% da energia gerada e transforma 14% da geração obtida em crédito.  Outros 20% entram na parcela das perdas. 

“A conta antes ficava entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. Hoje temos uma economia de R$ 1,8 mil”, conta Nivaldo Teixeira, diretor da EIM, acrescentando que o sistema gera, por mês, cerca de 5,6 mil kWh. A expectativa é recuperar o investimento em sete anos. 

O resultado para quem investe em microgeração solar só não tem sido melhor por conta da pesada tributação que incide na energia que é injetada na rede e depois compensada pelo net metering. “Se não fosse a questão tributária, eu não pagaria nada de conta de luz”, diz Arthur Medeiros, diretor do Hotel Fazenda Spaventura, que investiu R$ 500 mil na instalação de uma usina solar de 38,6 kWp para suprir seu consumo.

Com quatro módulos e um total de 168 placas, o sistema está dimensionado para gerar 7,5 mil kWh/mês. Hoje, com apenas três unidades, o sistema gera entre 4 mil e 5 mil kWh/mês. A usina começou a funcionar em setembro do ano passado. “Os cerca de R$ 1,8 mil que pagamos são referentes à tributação e não ao consumo de energia”, diz o diretor do hotel fazenda, localizado em Ibiúna (SP), numa área de conservação de Mata Atlântica, a 75 km da capital.

Apesar de não ser uma operação comercial, o envio de energia para a rede é tributado pela maioria dos governos estaduais, que não querem abrir mão da receita do ICMS da energia elétrica. O tema vem sendo discutido pela Aneel e o Ministério de Minas e Energia, mas, na prática, a solução depende do aval da iniciativa de cada estado. Atualmente, só Minas Gerais e Tocantins dão isenções para esse tipo de sistema. 


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