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INDÚSTRIA PODE TER 4º TRIMESTRE FRACO, PREVÊ FGV
31/10/2013
Evidências Mistas (Fonte: Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação/FGV)

A confiança da indústria amargou a quinta retração consecutiva ao recuar 0,2% entre setembro e outubro, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Como ainda são esparsos os indicadores favoráveis para a atividade manufatureira no curto prazo e a produção prevista pelos industriais não reagiu em outubro, a recuperação do setor industrial pode ficar para o início do próximo ano, na avaliação de Aloísio Campelo, superintendente-adjunto de ciclos econômicos da FGV.

"A indústria começou o quarto trimestre sem sinais concretos de retomada", afirma Campelo. A sondagem mostrou que o setor continua a reduzir a produção para ajustar estoques, problema que já prejudicou o desempenho da produção no terceiro trimestre.

Mesmo assim, o levantamento da FGV não trouxe apenas más notícias. Entre os sinais mais positivos, Campelo cita a redução do nível de estoques, melhora da percepção de demanda externa e o aumento do índice de expectativas.

A queda do índice de confiança foi puxada principalmente pela retração de 0,8% do Índice de Situação Atual. A produção prevista também recuou 0,8% entre setembro e outubro, indício de que a indústria continua a ajustar a atividade nas fábricas para se desfazer de inventários, apesar da melhora do nível de estoques em outubro. Outro sinal de continuidade do ajuste da produção, segundo Campelo, foi a redução de 0,1 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que ficou em 84,1% em outubro. "Ainda não temos sinais de mudança de tendência", afirma.

Em outubro, a confiança caiu mais forte entre os empresários do segmento de bens de capital. Nesta categoria, o ICI recuou 6,4% no mês e 11,8% no trimestre encerrado em outubro. "A confiança dos empresários do setor parece sinalizar que o surto favorável de investimentos no primeiro semestre virou. Entramos em uma fase clara de desaceleração e ainda não há sinais de reversão", afirma Campelo.

A confiança do segmento de material para construção também caiu 5,1% entre setembro e outubro, enquanto os empresários da indústria de bens intermediários ficaram 1,5% menos confiantes no mesmo período. Já a confiança do segmento de bens não-duráveis, que reage com mais rapidez às oscilações de demanda, aumentou 1,2% entre setembro e outubro. Para Campelo, a reação do varejo em julho e agosto e a descompressão da inflação neste período colaboraram para o resultado positivo do segmento.

A confiança dos empresários do setor de bens duráveis também avançou, com alta de 0,3% na passagem mensal, embora no trimestre o indicador acumule queda de 11%. Após forte acúmulo de estoques no terceiro trimestre, avalia Campelo, é possível que o setor esteja reagindo diante de sinais de ajuste no nível de inventários.

Na passagem de setembro para outubro, o nível de estoques recuou 1,1%, na série com ajuste sazonal, primeira melhora do indicador em cinco meses. No entanto, com 6,5% de empresas com estoques excessivos, já descontada a parcela das companhias que considera os inventários insuficientes, o indicador da FGV continua acima da média histórica, de 4,2%.

Para Campelo, houve um esforço por parte da indústria para redução dos estoques no terceiro trimestre e é possível que esse processo continue. Um ajuste "mais rápido" dos estoques é boa notícia, diz Campelo, porque será uma situação diferente da que foi observada a partir de meados de 2011, quando o acúmulo de produtos por parte da indústria se prolongou por mais do que um semestre.

Campelo também destaca que diminuiu o número de segmentos considerados superestocados de cinco para três entre setembro e outubro. Essa situação ocorre quando há 10% a mais de empresas com estoques excessivos, já líquidos das companhias que consideram inventários insuficientes. Ainda entre os pontos positivos mostrados na pesquisa, Campelo destaca que a queda de 0,2% do ICI em outubro foi menor do que a retração indicada pela prévia, que apontava para recuo de 0,9% da confiança do setor industrial no período. "É uma mudança significativa em um curto espaço de tempo", afirma, o que pode indicar contínua tendência de melhora nos próximos meses.

Além disso, o Índice de Expectativas (IE) avançou 0,4% em outubro, após sete meses consecutivos de retração. Em oito dos 14 segmentos pesquisados houve avanço do indicador na passagem mensal.

Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/3321338/industria-pode-ter-4
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